
A Copa do Mundo de 2026 promete movimentar não apenas o futebol, mas também o consumo de proteína animal no Brasil. Enquanto milhões de torcedores se reúnem em bares, restaurantes e churrascos para acompanhar os jogos, Mato Grosso entra em campo como um dos principais responsáveis por abastecer as mesas dos brasileiros, com produção de 13% da proteína bovina disponível para a população.
Dados de 2025 da Secretaria de Comércio Exterior (Secex) mostram que o estado produziu 2,006 milhões de toneladas de equivalente carcaça bovina e exportou 978,32 mil toneladas para 92 países. Mesmo com a forte presença no mercado internacional, mais da metade da produção permaneceu no mercado interno. Ao todo, 1,027 milhão de toneladas foram destinadas ao abastecimento de Mato Grosso e dos demais estados brasileiros.
O volume é suficiente para representar uma oferta médua de 4,82 quilos de carne bovina por habitante no país ao longo de um ano, o que representa 13% de toda a carne bovina disponibilizada aos brasileiros em 2025.
Na prática, isso significa que, a cada quase oito quilos de carne consumidos no Brasil, um quilo teve origem em Mato Grosso, passando pelas fazendas, frigoríficos e pela indústria de processamento instalados no estado.
Para o diretor de Projetos do Instituto Mato-grossense da Carne (Imac), Bruno de Jesus Andrade, os números demonstram a relevância da pecuária mato-grossense tanto para o mercado internacional quanto para o abastecimento nacional.
“Quando falamos em Mato Grosso, normalmente o destaque fica para as exportações. Mas esses dados mostram algo igualmente importante: a contribuição da nossa cadeia produtiva para a alimentação dos brasileiros. Em um período de grande mobilização como a Copa do Mundo, quando aumenta o consumo de carne em confraternizações e eventos, Mato Grosso segue desempenhando um papel estratégico para garantir o abastecimento do mercado interno”, afirma.
Fonte: GT Comunicação


